Ela não é, necessariamente, inovadora ou tão moderna quanto os outros posts costumeiros desse blog. Mas hoje a me peguei ouvindo os clássicos da mpb e reescutei ela.
Essa brasiliense de 40 e poucos anos tem uma voz doce e um gosto muito refinado. Além do vies popular adquirido desde a infância por todos os grandes da mpb, ela tem formação erudita. Estudou flauta transversal e canto na Universidade de Brasília.
Além de ótima cantora ela também é compositora, mas o que vou postar aqui não será seu lado autoral, mas sim o lado da intérprete.
[Pocket Show em Porto Alegre cantando 'Até não mais' dos Kledir Ramil e gravada pelo antolôgico grupo gaúcho 'Os Almôndegas' em 1976 - imagem ruim, mas som bom]
Essa música está no disco ‘Poeira Leve’ gravado em 2004, um disco ótimo para quem gosta de samba das antigas com um toque contemporâneo. Todo o disco tem uma pegada samba meio minimalista, é muito gostoso de ouvir.
O disco também tem ótimas versões de ‘Tô’ do Tom Zé do, talvez, melhor disco de samba da história o ‘Estudando o Samba’ (76), ‘Acabou Chorare’ do segundo disco dos Novos Baianos (72), ‘Acontece’ de Cartola, ‘A Televisão’ do Chico Buarque e ‘Mora na Filosofia’ do genial Monsueto.
Sempre fui muito fã dos Beastie Boys, mas admito que depois que ‘Hello Nasty’ (1998) quebrou minha cabeça em dois eu entrei em tantas outras buscas sonoras que deixei eles um pouco de lado.
Até que o Dani, minha segunda maior fonte de música depois da Desi, diz “Dudu, se já ouviu o instrumental do Beastie Boys? Dá pra entender todas as referências dos caras.”
Pronto, lá vou eu de novo entrar nesse universo foda (sempre no bom sentido). E é esse disco instrumental, o ‘Mix Up’ que eu coloco aqui para vocês baixarem.
Tô bem parado com o blog, mas depois de conhecer o talento dessa norueguesa tive que reativar.
De forma breve como os últimos e, como sempre, promentendo atualizar mais.
O que tenho para dizer sobre a Hanne Hukkelber além de que ela tem 30 anos e eu só fui conhecer ela a bem pouco tempo??
Posso dizer que ela faz um som suave, elegante e delicioso de ouvir e que em momentos incríveis faz experiências que são agradáveis até para os não fãs de música (existe isso?).
Ah, ela toca todos(!) os instrumentos do disco e começou a cantar e tocar com 3 anos. : )
Clipe da música ‘Cheater´s Armoury’ que está no disco que coloquei para vocês baixarem.
Vou tentar seguir com o blog com posts rápidos e dando link para torrents ou para links criado por outras pessoas e não mais me preocupando em dar upload nas músicas. Vamos ver se funciona.
Anya é uma californiana querida. Com uma voz doce que canta e compõe um folk com toques de pop bem interesse e gostoso de ouvir.
Ainda não sei se vou continuar com o blog em 2009, muitas coisas mudando. O tempo fica curto e a decepção com os links que expiram rápido é grande.
Mas não posso deixar de compartilhar, mesmo que sem comentários bem elaborados, o ótimo novo disco de uma das bandas que mais gostei nos últimos anos.
“Rules” é o segundo disco do The Whitest Boy Alive e vazou essa semana na internet. O melhor é que eles continuam ótimos e ousando um pouco mais que no primeiro disco.
Seguindo com mais e menores posts falo hoje sobre essa figura ímpar chamada Cinval.
Nascido em Arco Verde, Pernambuco, ele faz um som incrível e muitas vezes inimaginável. Um caldeirão que mistura frevo, maracatu, jazz, techno lounge, funk, soul e, claro, o coco. Sempre fugindo do convencional, seja nas letras fortes ou surreais, na gravação caseira ou nos instrumentos inusitados, Cinval é um mar de inovação e criatividade na música brasileira atual.
Informação que ele sempre faz questão de deixar claro em todos os discos, “não usei computador nem sampler”(!).
Segue lista das músicas que no download não está aparecendo:
01_Boca de Ouro (Xerife) | 02_Não saque a arma | 03_A hora serta do sertão | 04_Coco dollár beat | 05_Os donos das ruas | 06_Motorista de ônibus (Destinos) | 07_Andando de Kombi | 08_ Overdose de carnaval | 09_Matou um pássaro pra matar a fome e foi preso | 10_Frevo techno maracatu | 11_Bebendo pra dar coragem | 12_Jazzjustrombone | 13_Stevieassombrado wonder | 14_Boca de ouro (Bôaite) | 15_Bôko môko (é a mãe) | 16_ Comando Marley | 17 e 18_faixas bônus.
Depois de um belo tempo afastado do blog eu volto com um post rápido, tentando escrever menos e postar mais. :]
E hoje post é sobre o Friendly Fires, novos ingleses divertidos que vêem misturando o indie pop (onde chegamos com os rótulo(!), pelo amordedeus) e a música eletrônica.
Versão ao vivo da ‘Paris’.
Clipe da faixa ‘Jump in the Pool’
O álbum de estréia que coloco aqui para download foi lançado em setembro de 2008 e além dessas duas faixas que coloquei em video trás algumas outras divertidinhas e animadas, como ‘Photobooth’, que particularmente gosto bastante.
Friendly Fires não é nada de incrível ou de revelador, mas é divertido e animado, o que é necessário também.
O Baöba Stereo Club é uma dupla de jovens paulistas que faz um som instrumental de gente grande.
Henrique é responsável pelas guitarra semiacústica, violões e bandolim, que toca com uma suavidade e beleza incríveis, além do piano. Enquanto seu comparsa o Snoopy (a.k.a Paulo) toca uma bateria ‘nada ortodoxa’, meio quebrada, que me faz lembrar a banda Tortoise.
Com um som muito bem elaborado, mas ao mesmo tempo simples e gostoso de ouvir eles surpreendem. Uma banda instrumental que agrada aos mais exigentes pela beleza dos arranjos e construções, mas tem força para agradar também aos ouvidos menos treinados como os meus.
(video clipe da faixa ’Joanita’)
O disco tem ainda remix do M.Takara do Hurtmold na faixa ‘Sem-Querer’ uma das melhores do disco.
Baobä Stereo Club é daqueles sons para deixar rolando muitas vezes. Mesmo gostando deles na primeira audição, a cada nova audição eles ficam melhores.
Depois de umas merecidas férias do trabalho e do Modesta Música Moderna volto ao blog com post recheado de soul e jazz.
Estou falando do americano José James. Nascido em Nova Iorque, mas ‘World Citizen’ como ele mesmo se define, esse jovem é um dos cantores mais impressionantes e instigantes que conheci nos últimos tempos. Como disse um crítico, ‘James é para quem não acreditava mais nos cantores’.
Com origem no drum and bass e no hip-hop (essa última muito forte) somado a uma voz de cantor de jazz dos anos 50, daquelas de interpretes, ele consegue criar um jazz impressionamente contemporâneo.
Ele canta jazz de uma forma quebrada, como se estivesse cantando um rap americano. É entusiasmante ver ele cantar Coltrane.
Além dessa voz e dessa forma inusitada de cantar ele escreve e compõe suas próprias músicas…melhor do que ler é ver ele fazendo tudo isso:
(’Park Bench People’ é um cover de um clássico do hip-hop americano de 1993 e o videoclip, primeiro do disco ‘Dreamer’, foi gravado num abrigo para sem tetos em NY.)
(’Blackeyedsusan’ gravado em 2008 na Paradiso em Amsterdam)
Disponibilizei para download o último disco dele, ‘Dreamer’. Todo o disco é muito bom, do começo ao fim, mas é um disco para quem gosta ou tem tendência a gostar de jazz, pois ele vai fundo nas raízes do gênero para a partir disso inovar e ser contemporâneo.