Andrew é músico, escritor e multi-instrumentista que representanta bem a nova onda indie folk que está tomando conta dos mais modernos. Americano de Chicago de 35 anos com grande influência de música clássica (formado pela Northwestern University em violino), jazz antigo e blues ele acabou, depois de quase 10 albuns, se encontrando com a folk music. Esses, dividos entre albuns com banda, albuns de banda (em que ele era um dos integrantes) até os três últimos solos, que são os seus discos mais indie folk
A formação clássica e com inspiração no jazz e no blues fazem com que Andrew tenha um folk um pouco mais elaborado e menos imitando Bob Dylan do que a média dos ‘indie-folkers’, o que para alguns é até um erro, um pecado para os puristas da folk music (que é, na cultura americana, um revival da música tradional do país feita por artistas como Bob Dylan, Pete Seeger e Joan Baez na década de 50 e 60. Outra definição de folk music é simplismente música tradicional).
Aliás, vale o comentário, conheci Andrew Bird numa linda participação que ele faz na faixa ‘London Town’ do disco da ótima cantora francesa Emily Loizeau (vale entrar no site), disco esse que ganhei de uma grande amiga.
‘Armchari Apocrypha’ é o nome do último disco de Andrew que escolhi para colocar para download(link para baixar o disco). O disco foi lançado em março de 2007, apesar de ter vazado na internet em janeiro.
O disco todo é muito interessante, arranjos bonitos e produção muito boa. Vale baixar e ouvir todo, mesmo para quem não gosta de folk, pois o disco não é nada monotono. Aliás, ele é cheio de referências à música clássica e até eletrônica (na faixa ‘Simple X’ gravada com Martin Dosh), bem diferente da tradicional folk music americana.
Destaco duas músicas:
Plasticities: talvez a melhor música do disco. A introdução é linda, com instrumentos clássicos, tem um dedilhado de violino e um outro instrumento que não sei o nome, mas adoro. Animada, a música toda é bem legal, é a música que mostraria para apresentar o artista, se só pudesse escolher uma.
Heretics: também bem animada é outra faixa onde a participação do violino é bem marcante, deixando a faixa com um ar de herudito, mesmo com toda a bateria que conduz e carrega o ritmo dessa faixa.
Videos:
(clipe da faixa ‘Imitosis’)
(apresentação de ‘Plasticities’ no Coachella em 2007)
(episódio do La Blogotheque em Montmartre, Paris)


