Vou tentar seguir com o blog com posts rápidos e dando link para torrents ou para links criado por outras pessoas e não mais me preocupando em dar upload nas músicas. Vamos ver se funciona.
Anya é uma californiana querida. Com uma voz doce que canta e compõe um folk com toques de pop bem interesse e gostoso de ouvir.
Em Buenos Aires conheci o Pablo Dacal, um portenho meio folk que arrisca bastante na ironia das letras e na ousadia das composições.
Como no show em que assisti em San Telmo junto com a Orquesta de Salon – clarinete, trompa, percussão, bateria, baixo acústico, violão de 10 cordas, 2 violinos(!) e outras coisas que não identifiquei. O show se chama ‘La era del sonido’ e desse show eles gravam um disco que coloco aqui para download.
Alegre e feliz, Pablo é cantor, compositor, professor de música e toca, preferencialmente, su guitara, mas também domina o piano e a flauta.
Do disco destaco a otimista ‘La Guitarra y El Bolsón’ que tem um começo de sopros que gosto bastante. O violino (novamente ele) é bem destaco nessa faixa.
‘Fantasma’ acho divertida e bonita. ‘Uno tiene medo de sospecha, otro tiene mede de la confianza’, mas ‘caminan muy tranquilos, sin notar que viven con fantasmas’, diz a letra realista e profunda.
E a útlima que aconselho é ‘Fantasía’. Desafio alguém a ouvir essa baladinha ao ritmo do assovio e não balançar a cabeça ou tentar assoviar junto. É muito contagiante! Só instrumental, ela é o começo e o fim do show.
Também acho bonita ‘Ella Ya Está na Playa’ e ‘Zamba Del Fin Del Mundo’ a mais bonita do disco.
Clipe da música ‘Rumbo Negro’ que não está no disco.
Ao vivo ‘La Petaquita’, música do folclore argentina.
Mais um clipe, ‘Balada del Mar Salgado’. Essa tá no disco que coloquei para download. Aliás, o lugar em que eles aparecem tocam foi onde eu os vi. Bar El Nacional.
Andrew é músico, escritor e multi-instrumentista que representanta bem a nova onda indie folk que está tomando conta dos mais modernos. Americano de Chicago de 35 anos com grande influência de música clássica (formado pela Northwestern University em violino), jazz antigo e blues ele acabou, depois de quase 10 albuns, se encontrando com a folk music. Esses, dividos entre albuns com banda, albuns de banda (em que ele era um dos integrantes) até os três últimos solos, que são os seus discos mais indie folk
A formação clássica e com inspiração no jazz e no blues fazem com que Andrew tenha um folk um pouco mais elaborado e menos imitando Bob Dylan do que a média dos ‘indie-folkers’, o que para alguns é até um erro, um pecado para os puristas da folk music (que é, na cultura americana, um revival da música tradional do país feita por artistas como Bob Dylan, Pete Seeger e Joan Baez na década de 50 e 60. Outra definição de folk music é simplismente música tradicional).
Aliás, vale o comentário, conheci Andrew Bird numa linda participação que ele faz na faixa ‘London Town’ do disco da ótima cantora francesa Emily Loizeau (vale entrar no site), disco esse que ganhei de uma grande amiga.
O disco todo é muito interessante, arranjos bonitos e produção muito boa. Vale baixar e ouvir todo, mesmo para quem não gosta de folk, pois o disco não é nada monotono. Aliás, ele é cheio de referências à música clássica e até eletrônica (na faixa ‘Simple X’ gravada com Martin Dosh), bem diferente da tradicional folk music americana.
Destaco duas músicas:
Plasticities: talvez a melhor música do disco. A introdução é linda, com instrumentos clássicos, tem um dedilhado de violino e um outro instrumento que não sei o nome, mas adoro. Animada, a música toda é bem legal, é a música que mostraria para apresentar o artista, se só pudesse escolher uma.
Heretics: também bem animada é outra faixa onde a participação do violino é bem marcante, deixando a faixa com um ar de herudito, mesmo com toda a bateria que conduz e carrega o ritmo dessa faixa.
Videos:
(clipe da faixa ‘Imitosis’)
(apresentação de ‘Plasticities’ no Coachella em 2007)
Depois de umas merecidas férias volto a minhas atividades normais e, consequentemente, volto aos posts aqui no Modesta Música Moderna.O primeiro post de 2008 será sobre a Cibelle, paulista pra lá de afinada e muito musical que hoje está radicada em Londres e lançou em 2007 seu segundo album.Cantora e compositora que desde 2003, quando lançou seu primeiro disco (Cibelle), impressionou muita gente com sua música brasileira moderna, eletrônica e experimental.Hoje, com seu segundo disco já bem consolidado, o‘The Shine of Dried Electric Jeanes’, Cibelle aparece como uma das grandes relevações da música independente, moderna e alternativa. Conseguindo, até, um relativo sucesso no Brasil com a participação no Tim Festival de 2007.Seus dois discos foram lançados pela gravadora Ziriguiboom, gravadora criada pelo falecido e genial produtor Suba e que hoje foi incorporada a gravador Crammed Discs. Isso já bastaria par, sem conhecer o som da moça, ter interesse em ouvi-la.Mas existe mais elementos que instigam curiosidade em Cibelle: suas parcerias com o cenário independente das mais variadas partes do mundo. É parceira e amiga de brasileiros como o Curumin, Apollo Nove (que participa de quase todas as músicas desse último disco, ora como músico ora como produtor), Cidadão Instigado e Nação Zumbi (Pupilo, nesse último disco, participa de várias faixas), além dos gringos Devendra Banhart, CocoRosie e Lightspeed Champion (está acompanhando Cibelle em alguns shows).Mais do que Bebel Gilberto (companheira de gravadora), Cibelle é hoje a maior representante do Brasil na cena internacional moderna da música.O album ‘The Shine of Dried Electric Jeanes’, assim como o primeiro de Cibelle, é cheio de referências e estilos. Misturando regravações e músicas inéditas em português e em inglês (aliás, muito bom!) o disco é muito bom e gostoso de se ouvir.Das regravações destaco ‘Green Grass’ do Tom Waits, que ficou linda e romântica na voz de Cibelle. ‘London, London’ de Caetano Veloso que a cantora interpreta com o incrível Devendra Banhart (veja o clipe no You Tube). ‘Para toda minha vida’ de Tom Jobim, que virou quase uma declamação de um poema. E a quase irreconhecível ‘Cajuína’ também de Caetano Veloso, que aparece aqui sem nenhuma referência nordestina.Já as inéditas também destaco várias faixas. ‘Instante de Dois’ que tem um letra linda escrita pela própria Cibelle. ‘City People’ e ‘Mad Man Song’, talvez as duas faixas mais experimentais do disco, a última escrita e gravada com o músico Spleen (que toca com a P.J. Harvey). Ainda destaco as duas inéditas que mais buscam referências no samba: ‘Minha Neguinha’, ‘Esplendor’, a última escrita por Ari Moraes e Moraes Moreira, e por último a faixa ‘Arrête lá, Menina’, escrita e com participação nos vocais e no violão de Seu Jorge.Para quem quiser saber mais sobre essa incrível cantora e compositora segue o Myspace da moça.
Uma pausa nos planos de novos posts sobre a música do Recife para fazer um post curto e rápido em tom de ’sabe da última que tá rolando’, que aliás não é o objetivo do blog, mas sempre existe a exceção.
Coloco aqui uma faixa que vazou na internet do novo disco que o Rodrigo Amarante (ex-Los Hermanos) está gravando com o atual ícone da música americano da música indie folk, o cool e hiponga Devendra Banhart.
A linda música chama-se ‘Rosa’ e foi composta e gravada toda em português e mostra que vem coisa boa por ai.
Estou atrás de todo o disco, quando conseguir coloco aqui.
Aproveitem.
Errata: o disco não é do Amarante e nem um disco inteiro dos dois como parece escrito no post. A música foi gravada no disco ‘Smokey Rolls Down Thunder Canyon’, novo disco do Devendra que saiu agora ou está saindo…só sei que já está disponível na internet. O Amarante, além de escrever a letra da música, gravou a faixa junto como Devendra.