Modesta Música Moderna

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Jamie Lidell

Maio 5, 2008 · Deixe um comentário

‘Jim’ é o último disco de Jamie Lidell, músico e soul singer inglês de 34 anos.

Lidell me chamou atenção por estar fazendo uma boa mistura da antiga soul music, resgatando toda a energia e ritmo dançante, com elementos mais eletrônicos e experimentais. Concordo com muitos em comparar ele com o Prince no começo de carreira (li críticas, inclusive, em que dizem que ele é o que o Prince tentou ser a vida toda(!)). Um novidade que tenta, verdadeiramente, trazer alguma coisa nova para esse ritmo tão interessante, mas ao mesmo tempo tão desgastado por cantores (cantoras principalmente) que nos últimos anos só gravaram imitações dos grandes mestres da soul music.

Melhor descrição que posso fazer do som dele é ‘retro sounds futuristic’.

‘Jim’ foi lançado em abril de 2008 pela ótima Wrap Records, terceiro disco da carreira e mais maduro. Apesar do sucesso que o disco antecessor (Multiply) fez, escolhi o ‘Jim’ para disponibilizar aqui no blog. (clique aqui para baixar o disco)

clique aqui para baixar o disco

Lidell foi muito bem nesse disco. Apesar de ter uma ótima voz ele não cai, em nenhum momento, na tentação muitas vezes brega de usar sua voz para como protagonista da música. Existe um equilíbrio ideal presente em todas as faixas entre a áurea soul, a voz bonita e marcante com elementos modernos e experimentais.

Destaco do disco as seguintes faixas:

‘Rope of Sand’ e ‘All I Wanna Do’: baladas daquelas que o James Brown sente orgulho. Românticas, sensuais e sexys são perfeitas para ouvir a dois. ‘All I Wanna Do’ é particularmente minha preferida, o final com a gaita de boca faz a diferença.

‘Out of My System’ é um bom exemplo da mistura do novo e do antigo. As marcações clássicas do soul music, através da bateria e do teclado, se misturam com efeitos e quebras, com altos e baixos, bem experimentais.

‘Where D’ You Go?’ daquelas soul music com o piano bem marcado e com gírias do gueto, onde o piano dá o ritmo e a cara para a música. Estilo os bons tempos de Stevie Wonder.

‘Figured me Out’ é uma das faixas mais modernas. Além da mistura com o eletrônico, é uma faixa cheia de efeitos, o ritmo quebrado e a forma como o Lidell canta transformam a faixa quase num Hip Hop, muito boa. Melhor faixa para mim.

Videos:

(‘Another Day’)

(Garage Mix para ‘Little Bit of Feel Good’)

(‘Multiply’ ao vivo, música do disco antigo)

Para saber mais sobre ele:

http://www.jamielidell.com/

http://www.myspace.com/jamielidell

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Regina Spektor

Dezembro 3, 2007 · 11 Comentários

Hoje vamos falar de uma das artistas que mais me influenciou a criar o blog. Regina Spektor é Modesta Música Moderna por sua postura moderna e clássica ao mesmo tempo, pela sua preocupação com a música e com as letras. E tudo isso rindo de si mesma sempre, sem grandes pretensões. Sem deixar a ironia de lado.

Regina é russa e judia de 27 anos que foi viver em Nova York no período da Perestroika, em 1989. Desde pequena, em Moscou, ela viveu rodeada pela música. O pai, fotógrafo profissional, era violinista amador e a mãe é até hoje professora de música.

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Com formação de música clássica somente mais tarde foi que Regina começou a se interessar por outros ritmos, como o rock, o hip hop, o jazz e até o punk. Criando hoje, depois de 7 albúns, o último é um ao vivo sem músicas inéditas, um estilo próprio. Um estilo musical, muito sonoro e melódico com uma voz linda que ela tem controle total. Com formação de pianista, Regina, escreve e compõe todas suas músicas.

Regina Spektor também é conhecida por participar da cena anti-folk de Nova York, cena que quebra com as restrições sonoras do folk clássico. Fazem parte dessa cena, também, artistas conhecidos como Beck e Ani DiFranco.

O álbum que escolhi colocar aqui é, para mim, o melhor álbum dela, é o disco que melhor mostra esse estilo próprio e toda essa beleza que é a Regina Spektor. O álbum ‘Begin to Hope’ de 2006.

Esse foi o disco que mostrou Regina para o mundo, que fez ela conhecida e muito bem vendida em todo o mundo, mesmo sendo independente e tentando se manter alternativa durante todo esse tempo(disco foi lançado pelo pequeno selo Sire). Foram mais meio milhões de cópias vendidas só nos Estados Unidos. Com esse disco até algumas rádios do Brasil passaram a tocar suas músicas.

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Todo o disco vale ser ouvido, é daqueles que não perde o nível em nenhum momento. Mas como sempre gosto de indicar alguma música minhas dicas vão para ‘Fidelity’ e ‘On the Radio’.

‘Fidelity’ foi o single de lançamento do disco que em dois dias de clipe no colocado no You Tube foi visto mais de 200.000 vezes! A letra é linda e a música tem uma constância incrível que vicia, o piano repetindo sempre as mesmas notas mantém a música sempre ‘lá em cima’. É uma música charmosa, quase fofa, que pega. Boa pra tocar no rádio.

‘On the Radio’ talvez minha música preferida do disco. O piano se destaca bastante nesse faixa, assim como a influência da música clássica. Gosto bastante porque é uma faixa cheia de altos e baixos e gravada com brincadeiras que tiram toda a pretensão que a música poderia ter. E a maneira como ela canta também é um dos pontos altos da faixa, quase como se ela estivesse conversando com ouvinte. Essa também tem video no You Tube.

Além dessas (não aguentei indicar só duas!) aconselho prestarem atenção em ‘Lady’, uma das, senão a mais bonita do disco, daquelas para se emocionar. ‘That Time’, onde Regina mostra toda a influência que o rock e o punk tiveram sobre ela. ‘Edit’, a faixa mais eletrônica do disco. ‘Better’, outra balada linda! ‘Hotel Song’….bom, como podem ver, realmente todo o disco é incrível.

Para conhecer mais segue o site oficial e o Myspace da moça.

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