Modesta Música Moderna

Entradas categorizadas em ‘Samba’

Adriana Maciel.

Junho 11, 2009 · 1 Comentário

Um post bem diferente.

Ela não é, necessariamente, inovadora ou tão moderna quanto os outros posts costumeiros desse blog. Mas hoje a me peguei ouvindo os clássicos da mpb e reescutei ela.

Essa brasiliense de 40 e poucos anos tem uma voz doce e um gosto muito refinado. Além do vies popular adquirido desde a infância por todos os grandes da mpb, ela tem formação erudita. Estudou flauta transversal e canto na Universidade de Brasília.

Além de ótima cantora ela também é compositora, mas o que vou postar aqui não será seu lado autoral, mas sim o lado da intérprete.

[Pocket Show em Porto Alegre cantando 'Até não mais' dos Kledir Ramil e gravada pelo antolôgico grupo gaúcho 'Os Almôndegas' em 1976 - imagem ruim, mas som bom]

Essa música está no disco ‘Poeira Leve’ gravado em 2004, um disco ótimo para quem gosta de samba das antigas com um toque contemporâneo. Todo o disco tem uma pegada samba meio minimalista, é muito gostoso de ouvir.

E é esse disco que coloco aqui para download. (só clicar).

O disco também tem ótimas versões de ‘Tô’ do Tom Zé do, talvez, melhor disco de samba da história o  ‘Estudando o Samba’ (76), ‘Acabou Chorare’ do segundo disco dos Novos Baianos (72), ‘Acontece’ de Cartola,  ‘A Televisão’ do Chico Buarque e ‘Mora na Filosofia’ do genial Monsueto.

É bem para quem gosta de música brasileira.

Bom proveito.

Categorias: MPB · Samba · minimalismo
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Eduardo Pitta

Maio 28, 2008 · Deixe um comentário

Galera, a proposta do blog não é nem nunca será de divulgação de shows e artistas (famoso jabá). O objetivo é mesmo descontração e não trabalho.

Mas faço questão de avisar ao desavisados que possam estar em São Paulo pelo dia 9 ou 11 de junho do novo show de um grande amigo e xará, Eduardo Pitta.

Gaúcho e assíduo do blog (te coloquei na responsa agora, hein?) se radicou em São Paulo para se aprofundar no samba, no jazz e no samba-rock e como se aprofundou.

Carismático, com grande voz e um ótimo talento para compor e escrever. Tudo isso vocês podem ouvir nas 5 faixas gravadas ano passado (sem a formação do show) que disponibilizo aqui no blog para download.

Bom, vamos ao show.

Além disso tudo que já falei e que vocês podem ouvir, o show, ‘Eu Sambo Mesmo’, é uma parceria de Pitta com Zé Domingos (sambista paulista clássico dos anos 70) e com o grupo Regional Lua de Prata (uma galera nova e cheia de energia). Com direito a bandolim, cavaquinho, pandeiro, percussão e violão de 7 cordas o show será bem mais conectado com o samba de raíz e com o chorinho do que essas 5 músicas que disponibilizei para download.

Já ouvi algumas coisas dos ensaios e tá muito bom!

Além de composições próprias Pitta promete relembrar grandes clássicos do samba como Cartola e outros.

Segue o serviço do show. Dia 9 e 11 de junho, na Vila Madalena em São Paulo.

 

Já que falei e falei dele, vou mostrar um pouco também.

(show em formação Trio com participação especial da galera do Clube do Balanço)

(outro video do mesmo show)

 

Para quem quiser saber mais segue o Myspace do novo sambista.

Categorias: MPB · Samba
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Arlindo Cruz

Janeiro 31, 2008 · 5 Comentários

Nunca escrevi nada aqui no blog sobre um dos ritmos que mais gosto, o samba. Talvez por dificuldade em encontrar artistas e músicos novos que realmente me surpreendam. Mas, como é véspera de carnaval, achei que a data era propícia para a estreia do samba no Modesta Música Moderna.

Existe muita gente nova fazendo samba bom, mas nada muito novo e sim muita releitura de clássicos. O que até é positivo, pois muitas redescobertas e artistas esquecidos estão aparecendo para o grande público. Entretanto, sinto ainda muito falta de novos compositores.Por isso resolvi fazer um post sobre um compositor nem tão novo assim, tem 49 anos, mas que lançou em meados de 2007 seu primeiro e já tardio disco solo de estúdio: Arlindo Cruz.

O compositor, cantor e músico carioca é um dos maiores compositores do samba, ele participou de uma das principais formações do Fundo de Quintal, a chamada formação fundamental. Arlindo entrou no Fundo depois do 1º disco e permaneceu até 1993 (mais de 20 anos!).

Arlindo Cruz tem formação informal (aprendeu a tocar cavaquinho ‘de ouvido’ com 7 anos) e formal (estudou guitarra clássica). Já escreveu quase 500 músicas cantadas por artistas como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho e Maria Rita, entre muitos outros. Maria Rita gravou 6 músicas do Arlindo no seu último disco, o ‘Samba Meu’, que até está bom para quem nunca tinha cantado samba na vida.’Sambista Perfeito’ é ótimo, um disco maduro de samba. Que não deixa cair no medíocre, nem no senso comum e esteriótipo do samba. As 12 faixas inéditas e 2 regravações de parceiros (as faixas ‘Minha Porta-bandeira’ e ‘Rosa’) passam por diferentes variações e visões do samba: do samba malandro com a faixa ‘Sambista Perfeito’, passando pela romântica e linda ‘Amor com Certeza’ até o dançante ‘Pára de Paradinha’. Outro ponto positivo do disco é a produção de Leandro Sapucahy, grande músico que fez um ótimo trabalho nesse disco e também no último da Maria Rita.

arlindo-cruz.jpg

Outra atração do disco são as participações especiais, que não podiam faltar no disco de um compositor tão generoso como Arlindo Cruz. A primeira é ‘Se eu encontrar com ela’ que tem participações de Zeca Pagodinho, Velha Guarda do Império Serrano e Velha Guarda da Portela. Depois ‘O que é o amor’ com Maria Rita, seguida de ‘O Brasil é isso aí’ com Marcelo D2, entre outras participações.

Sério, as sugestões do que ouvir é impossível dessa vez. Todas são ótimas. Recomendo escutar do começo ao vivo, até porque é daqueles discos feitos de forma pensada. Começa num ritmo calmo com ‘Meu Lugar’, uma homenagem a ‘capital do subúrbio carioca’: Madureira, e vai crescendo até acabar com ‘Entra no Clima’, totalmente em clima de festa.

‘E ainda ser valente sem dar bofetão / Cabeçada ou rasteira / Mas brigar pela arte / A parte melhor de Geraldo Pereira / Elegante do jeito Paulinho / Cativante do jeito Martinho / Ser malandro e contagiante / Do jeito Zeca Pagodinho’ (parte da letra ‘Sambista Perfeito’ de Arlindo Cruz).

Segue o site do sambista. E alguns videos.

(cenas do DVD do Arlindo Cruz)

(Fundo de Quintal convida Almir Guineto, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Sombrinha)

Bom carnaval para todos.’Quem não gosta de samba, bom sujeito não é’ ou nunca ouviu um samba de verdade. Salve o samba!

Categorias: Arlindo Cruz · Fundo de Quintal · MPB · Maria Rita · Rio de Janeiro · Samba · Velha Guarda da Portela · Velha Guarda do Império Serrano · Zeca Pagodinho
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Cibelle

Janeiro 7, 2008 · 6 Comentários

Depois de umas merecidas férias volto a minhas atividades normais e, consequentemente, volto aos posts aqui no Modesta Música Moderna.O primeiro post de 2008 será sobre a Cibelle, paulista pra lá de afinada e muito musical que hoje está radicada em Londres e lançou em 2007 seu segundo album.Cantora e compositora que desde 2003, quando lançou seu primeiro disco (Cibelle), impressionou muita gente com sua música brasileira moderna, eletrônica e experimental.Hoje, com seu segundo disco já bem consolidado, o ‘The Shine of Dried Electric Jeanes’, Cibelle aparece como uma das grandes relevações da música independente, moderna e alternativa. Conseguindo, até, um relativo sucesso no Brasil com a participação no Tim Festival de 2007.Seus dois discos foram lançados pela gravadora Ziriguiboom, gravadora criada pelo falecido e genial produtor Suba e que hoje foi incorporada a gravador Crammed Discs. Isso já bastaria par, sem conhecer o som da moça, ter interesse em ouvi-la.Mas existe mais elementos que instigam curiosidade em Cibelle: suas parcerias com o cenário independente das mais variadas partes do mundo. É parceira e amiga de brasileiros como o Curumin, Apollo Nove (que participa de quase todas as músicas desse último disco, ora como músico ora como produtor), Cidadão Instigado e Nação Zumbi (Pupilo, nesse último disco, participa de várias faixas), além dos gringos Devendra Banhart, CocoRosie e Lightspeed Champion (está acompanhando Cibelle em alguns shows).Mais do que Bebel Gilberto (companheira de gravadora), Cibelle é hoje a maior representante do Brasil na cena internacional moderna da música.O album ‘The Shine of Dried Electric Jeanes’, assim como o primeiro de Cibelle, é cheio de referências e estilos. Misturando regravações e músicas inéditas em português e em inglês (aliás, muito bom!) o disco é muito bom e gostoso de se ouvir.Das regravações destaco ‘Green Grass’ do Tom Waits, que ficou linda e romântica na voz de Cibelle. ‘London, London’ de Caetano Veloso que a cantora interpreta com o incrível Devendra Banhart (veja o clipe no You Tube). ‘Para toda minha vida’ de Tom Jobim, que virou quase uma declamação de um poema. E a quase irreconhecível ‘Cajuína’ também de Caetano Veloso, que aparece aqui sem nenhuma referência nordestina.Já as inéditas também destaco várias faixas. ‘Instante de Dois’ que tem um letra linda escrita pela própria Cibelle. ‘City People’ e ‘Mad Man Song’, talvez as duas faixas mais experimentais do disco, a última escrita e gravada com o músico Spleen (que toca com a P.J. Harvey). Ainda destaco as duas inéditas que mais buscam referências no samba: ‘Minha Neguinha’, ‘Esplendor’, a última escrita por Ari Moraes e Moraes Moreira, e por último a faixa ‘Arrête lá, Menina’, escrita e com participação nos vocais e no violão de Seu Jorge.Para quem quiser saber mais sobre essa incrível cantora e compositora segue o Myspace da moça.

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